Malévola é solta no Egito após pagamento de fiança, diz defesa
Mariana Alves Gadelha Pereira, conhecida como Malévola, de 22 anos, foi solta na manhã desta quarta-feira (21) no Egito após o pagamento de fiança, segundo informou o advogado Jonatha Carvalho Matos à revista Quem. A criadora de conteúdo permanece no país à espera de trâmites burocráticos para retornar ao Brasil, conforme a defesa. A informação sobre a libertação foi confirmada pela assessoria jurídica, que esclareceu que ainda aguarda orientações sobre eventuais restrições à saída do território egípcio.
A prisão havia ocorrido na terça-feira, 20, na cidade de Alexandria, quando Malévola e a amiga Bruna Tivo foram detidas após publicarem vídeos gravados em locais públicos. O caso ganhou interlocução oficial com o governo brasileiro, e a defesa informou que trabalha em conjunto com advogados contratados no Egito e com a representação consular brasileira no Cairo.
Ao relatar o episódio nas redes, a influenciadora usou os stories do Instagram para registrar a abordagem policial antes da confirmação oficial. As informações oficiais sobre a detenção e os procedimentos posteriores foram repassadas à imprensa por meio do Itamaraty e por declarações do Ministério do Interior do Egito.
Como ocorreram as prisões e o que as autoridades alegaram
Segundo as informações oficiais, Malévola e a amiga foram detidas em 20 de outubro na cidade de Alexandria. O Ministério do Interior do Egito confirmou a prisão e relatou que as gravações continham gestos e danças interpretados pelas autoridades locais como de teor sexual. A nota do ministério é a versão oficial das autoridades egípcias sobre os motivos que levaram à abordagem e à detenção das duas mulheres.
As duas detidas são apontadas nas fontes como mulheres trans, informação que consta no comunicado sobre a ocorrência. Antes da confirmação das autoridades, a influenciadora utilizou suas redes sociais para relatar a ação policial e pedir auxílio aos seguidores, o que acabou tornando o caso público e motivando o acompanhamento consular e diplomático por parte das autoridades brasileiras.
O registro da ocorrência nas redes sociais antecedeu a comunicação formal entre a família, a defesa e a Embaixada do Brasil no Cairo, que passou a prestar assistência consular imediata às nacionais e a seus familiares no Brasil, conforme nota do Ministério das Relações Exteriores.
Posição da defesa, fiança e trâmites para retorno
A defesa, representada pelo advogado Jonatha Carvalho Matos, informou que a soltura ocorreu após pagamento de fiança, sem divulgar o montante exato. O advogado negou boatos de que o valor tenha sido aproximadamente dez mil reais, afirmando que o valor não foi divulgado oficialmente pela equipe. A defesa explicou que a liberação foi condicionada à verificação de possíveis restrições para sair do país.
Em declaração publicada à imprensa, o defensor explicou: “A gente só está esperando confirmar se haverá qualquer tipo de restrição delas saírem de lá. Se porventura não tiver, elas retornarão de forma imediata para o Brasil”. O advogado acrescentou que, caso exista impedimento operacional ou administrativo para o embarque, a equipe buscará uma decisão judicial que viabilize o retorno ao país.
O representante jurídico também desmentiu boatos de que a influenciadora já estaria em voo de retorno ao Brasil, destacando que o grupo aguarda a certeza sobre a ausência de medidas restritivas antes de qualquer posicionamento definitivo sobre a data de embarque. A defesa salientou ainda o suporte local, com advogados contratados em território egípcio para acompanhar os procedimentos judiciais e administrativos.
Do lado institucional, o Itamaraty se manifestou por meio de nota oficial. O ministério informou que, por intermédio da Embaixada do Brasil no Cairo, acompanha o caso desde a noite de 20/10, quando foi acionado pelo plantão consular no Egito. Segundo a nota, a Embaixada tem prestado assistência consular às nacionais e a seus familiares no Brasil, disponibilizando serviço de orientação jurídica e auxiliando na interlocução com as autoridades locais.
A cooperação entre a defesa, advogados locais e a representação diplomática brasileira é apontada pelas fontes como a base para os trâmites de libertação e para as próximas etapas do processo. A presença de apoio jurídico no Egito e a interlocução consular são citadas como fatores que facilitaram a liberação mediante fiança.
Por ora, a informação finalizada pela defesa é de que Malévola permanece no país aguardando a confirmação sobre possíveis restrições. Caso não haja óbice, a previsão é de retorno imediato ao Brasil, conforme a própria equipe jurídica. Se houver impedimento, a estratégia adotada será a de buscar medidas judiciais que viabilizem o embarque.
Até o momento, a equipe legal não divulgou o valor exato da fiança nem a data prevista para o retorno. As informações oficiais citadas no caso incluem o pronunciamento do advogado à revista Quem, a nota do Itamaraty e a confirmação do Ministério do Interior do Egito sobre os motivos da detenção, todos registrados nos comunicados e nas declarações públicas repassadas à imprensa.
Esta é a última atualização factual disponível sobre o caso: Malévola foi solta na manhã de 21 após pagamento de fiança e permanece no Egito aguardando definições formais para o retorno ao Brasil, com acompanhamento da defesa, de advogados locais e da Embaixada do Brasil no Cairo.
Crédito da imagem: (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Fonte da notícia: UOL



